Olá Pessoas,
Tudo bem?
Existe dentro de cada um de nós um desejo, um impulso, uma energia que nos "empurra" sempre em direção ao próximo. Ninguém vive sozinho. Ninguém quer viver sozinho.
E é desse impulso que normalmente nascem amizades, relações afetivas sem interesse sexual, o relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, a cumplicidade, a lealdade ao ponto do altruísmo, fazendo com que muitas vezes alguém se prejudique em benefício do outro.
Se por um lado a base de uma relação amorosa deve ser fundada no amor e na fidelidade, as bases de uma amizade deveriam ser embasadas no respeito e na honestidade.
Primeiro o respeito a si próprio, para não permitir que o outro passe por cima dos seus sentimentos e de suas crenças, impedir que a sua boa vontade seja abusada, para não aceitar se prejudicar em silêncio enquanto o outro alcança aquilo que deseja.
Depois a honestidade, para que as mentiras não matem sentimentos tão bonitos e para que as omissões não cultivem mágoas e rancores, afastando dia após dia aqueles de deveriam estar sempre ao nosso lado.
Muitas vezes, no intuito de proteger aqueles que temos como amigos, acabamos nos calando diante de situações onde deveriamos gritar, engolindo sapos para não dispararmos tiros, nos machucando e engolindo nosso choro, sozinhos, por não querer fazer um amigo chorar.
E diante de tanta pressão para sustentar aquilo que por si só deveria ser prazeroso e saudável, acabamos nos jogando em um abismo de questionamentos infinitos, de dúvidas cruéis e de arrependimentos inexplicáveis.
E nos perguntamos: POR QUE ADOECEMOS? Adoecemos porque não resolvemos esse tipo de situação e carregamos esse fardo dentro de nós, como nos explica Alexandre Bronze.
Os amigos deveriam ser a família que escolhemos e não os carrascos que censuram, cobram e nos pressionam com seus rolos compressores impondo suas vontades e desejos. A amizade deveria ser compartilhamento, cumplicidade, companheirismo, deveria ser uma festa e não uma obrigação.
Uma festa como a que acontece há 10 anos na Costa do Sauípe, um verdadeiro carnaval fora de época cheio de alegria, no SAUÍPE FOLIA, como nos conta Gianni Fiore. Ou como a 85ª FESTA DE NOSSA SENHORA ACHIROPITA, que acontece no bairro do Bexiga em São Paulo, como nos mostra Sheila Falcão. Ou ainda, como o nosso evento que mostrou que NASCEMOS PARA BRILHAR, e rendeu uma série de entrevistas incríveis para Camile Karaã.
Mas, infelizmente, nem sempre é assim. Muitas vezes é difícil demais compreender que a vida segue seus caminhos e mesmo contra o nosso desejo fica cada vez mais difícil a caminhada na mesma estrada. Se torna cada vez mais inaceitável a distância e as diferenças que nascem em cada um de nós no decorrer do tempo.
Se ontem eu gostava de maçã, hoje posso gostar também de abacaxi, o que não significa que eu deixei de gostar de maçã. Simplesmente descobri algo que também me agrada e que pode ou não ser do seu agrado. Mas, como meu amigo, você deveria respeitar, entender, e ao menos provar antes de me criticar e dizer que não gosta de abacaxi.
A amizade, assim como o nosso corpo, necessita de empenho e dedicação para se fortalecer, não é um DRIVE-THRU onde pedimos aquilo que queremos e deixamos de lado aquilo que não nos é tão agradável, como nos ensinam Kbeça e Kadera (Marcio e Alessandra). Um amigo tem que ser aceito por completo, como todas as suas qualidades e defeitos, não é como um Big Mac que pode ser pedido sem picles ou um refrigerante sem gelo.
A amizade é e sempre será uma via de mão dupla onde o repeito, a compreensão, o carinho, a dedicação, o amor de um pelo outro e tudo aquilo que constrói uma amizade sólida e verdadeira tem que ir e vir. Caso contrário não é uma relação de amizade e sim de interesse.
Beijãozão,
Leandro Zuchetto.