Olá Pessoas,
Tudo bem?
Pois é, ano novo... Segundo alguns, vida nova.
Para mim, sinceramente, é apenas mais uma data para recarregarmos um pouco mais as baterias e seguirmos em frente na mesma vida, na mesma estrada... Pois a vida continua e se não mudarmos nossas atitudes nada mudará apenas por iniciarmos um novo ano...
Mas, já escrevi sobre isso no réveillon passado... Hoje quero escrever sobre algo que bagunça um pouco a cabeça e o coração da gente... E quem nunca se bagunçou que atire a primeira pedra...
Como diria Renato Russo: Quem inventou o amor, me explica, por favor...
Me explica esse sentimento ambíguo que te eleva e te derruba, que te faz se sentir a pessoa mais feliz do mundo ou a mais infeliz do universo, que te transforma em alguém melhor ou muito pior, que aproxima, que afasta, que fortalece, que enfraquece, que ilumina ou te joga na escuridão, que enlouquece...
Esse sentimento insano que acelera o coração e deixa suas mãos geladas enquanto todo o resto do corpo parece entrar em erupção, ardendo de desejo...
Alguém desenha para mim esse sentimento multifacetado, capaz de nascer em qualquer coração, por mais seco que pareça, e capaz de se apresentar de milhares de formar diferentes...
Amor de pai, amor de mãe, de irmão, de amigo, de homem, de mulher...
Amor de fã que nem conhece de verdade a quem dirige o seu amor...
Amor à Deus, à religião, que é um amor de entrega e devoção à fé e àquilo que se crê e não se vê...
Amor paixão, insano, cego, surdo e burro, que se humilha, se rebaixa, se rasteja em troca de migalhas...
Amor sublime que se mostra e se coloca acima de tudo e de todos, do bem e do mal, simplemente por se acreditar perfeito...
Amor platônico, impossível de ser vivenciado, que sobrevive de ilusão, vive nas nuvens e morre com os pés no chão...
Amor de criança, puro, ingênuo, altruísta e capaz de amar a tudo e a todos simplesmente por ser assim...
Amor doença que se transforma em possessão e desespero...
Amor perfeito, aquele que todos sonham, mas acreditam não existir...
Amor, amor, amor...
São tantas as suas formas e tão grandes as suas variações que nos perdemos facilmente em meio à sua grandeza e acreditamos nos reencontrar no brilho do olhar de um outro alguém...
Atrevido, chega sem ser chamado e muitas vezes parte sem se despedir e sem avisar se e quando volta...
Ousado, é capaz suportar o insuportável e sempre encontrar justificativas para o injustificável...
Milagroso, atraí o desejo daquilo que há pouco era insuportável...
Inexplicável, indescritível, incalculável e uma série de tantos outros "in´s" que deveria ter outro nome ao invés de AMOR...
Que em 2011 cada um de nós simplesmente ame mais... Sem justificativas, sem explicações, sem porquês, sem perguntas e sem respostas... Simplesmente pelo fato de AMAR e ser AMADO, nada além...

Feliz ano novo!!! Feliz vida nova!!! Feliz amor novo!!!
Beijãozão,
Leandro Zuchetto.