Em uma metrópole mundial com mais de 11 milhões de pessoas como é esta
amada São Paulo que moramos, falar de diversidade é tema recorrente. A
ideia sobre este conceito passa pelas cabeças das pessoas de todas tribos e
tendências. E basta olhar nas ruas que veremos toda esta gente diversa: orientais,
negros, indígenas e brancos; homossexuais, bissexuais e heterossexuais; pobres
e ricos; católicos, umbandistas, protestantes, judeus e ateus; gente da periferia e
do centro; modernos e conservadores.
PLURALIDADE DE ETNIAS E ORIENTAÇÕES:
E o poder público, o que tem a ver com esta tal diversidade?
O que pode fazer para abranger mais e mais pessoas para que nenhum grupo se
sinta marginalizado por ser negro, ou por ser gay, ou por ser pobre, ou por ser um
ambientalista ou ainda por ser mulher neste país em transformação?
Ações afirmativas e a discussão sobre o assunto são poderosas ferramentas para
a inclusão de todos os grupos sociais.
É uma característica básica de todos as particularidades de cada um mesmo que
sejamos parecidos em muitos pontos afinal “o ser humano é diverso. Quando
você tem irmão gêmeo e coloca um ao lado do outro um não é igual ao outro,
nem nunca será. Nós somos diversos”, segundo Cássio Rodrigo, coordenador da
Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias (ACGE) vinculada à Secretaria de
Estado da Cultura.
A ACGE tem vários programas e ações afirmativas voltadas aos negros, aos
indígenas, aos ciganos, às mulheres, aos deficientes e ao segmento LGBT. São
campanhas culturais de intensa participação popular com o objetivo de resgatar e
manter a história de cada um destes segmentos.
“A cidade de São Paulo e o Estado de São Paulo são plurais e traduzem esta
pluralidade de raças, etnias, crenças e orientações sexuais”, Cássio afirma. Para
ele é fundamental que todos os segmentos se mostrem aos outros, que ‘falem’
através de sua cultura com o restante da população.
Para uma sociedade como a paulistana que mora em uma das cidades-alfa do
mundo a integração de todos os membros da sociedade, sem distinção de raça,
de gênero ou de qualquer outro aspecto torna-se um fator de união e respeito
muito importante.
Com uma população formada por migrantes, imigrantes, gente do interior do
Estado, a metrópole paulistana tem em suas artérias de asfalto e prédios a marca
da diversidade. São Paulo é assim.
por Ricardo Parra
Em 1996 Assim que sai do programa YO da MTV comecei a organizar um evento chamado CLASS na rua Augusta onde todas as sextas feiras reunia pessoas que gostavam de rap. esse evento apos algum tempo comecou a me posibilitar a organizar eventos em outros clubes.
As maiores dificuldades que enfrentei no começo foram relacionadas ao preconceito com o estilo musical que vinha da periferia. Na maior parte dos clubs desta época era proibido entrar de boné e tocar RAP. (o RAP era visto como coisa de pobre, favelado e bandido), muito parecido com o que o funk carioca sofre atualmente.
De lá para cá mudou muita coisa, em relação ao gênero músical principalmente a aceitacao da sociedade em relação ao RAP, que atingiu outras classes e segmentos da sociedade. Os meios de comunicação atualmente facilitaram muito o acesso a música e informacoes do gênero. -Acho que quanto mais acesso a informação a tendência e cada vez as coisas melhorarem mais...
Por muitas vezes me vi decepcionado com algumas situações porém sempre me mantive trabalhando em prol de reunir as pessoas pra se divertirem curtir e dançar. Isso sempre me manteve forte para superar os obstáculos. Nunca pensei em mudar de rumo, porém nunca fui uma pessoa de uma atividade só, sempre tive atividades paralelas aos eventos.
Sempre acho que valeu e que vale apena . poxa eu trabalho proporcionando diversão as pessoas isso me deixa feliz para prosseguir.
Veja bem na verdade eu comecei a trabalhar com isso quando pra maior parte da sociedade o RAP e as baladas Black era algo extremamente marginalizado, agora a situação em relação ao rap,e bem diferente atualmente o governo ou grandes marcas até apóiam muitos dos eventos de rap que acontecem, coisa que logo quando comecei era bem diferente...
Eu tenho comigo a responsabilidade de sempre continuar trabalhando com o povo, com a favela e com o que vem dela,,,mesmo que toda a sociedade descrimine assim como descriminou muito o rap,,e hoje e tido como coisa de intelectual,,,esse e meu compromisso minha responsabilidade comigo mesmo.
Quando vejo esse monte de balada de rap espalhada pelas melhores casas da cidade , me sinto bem com a sensação de missão comprida ,minha parte eu fiz e vou continuar fazendo,,,,,seja no rap no funk no que for de verdadeiro e vier do povo rapsoulfunk é noiz....
O título deste trabalho do fotógrafo Felipe Fontoura, inspirado no filme do diretor
Blake Edwards ( com James Gardner e Julie Andrews ) revela a ambiguidade que reside
em cada ser humano, na manifestação do feminino no masculino, em oposição aos
personagens da película.

Capturadas em negativo preto e branco de médio formato, as imagens mostram
diferentes situações onde a fantasia permeia a androginia, o glamour e o inusitado.
Neste universo particular, a sexualidade não é explícita, mas sugestiva. A atitude é
teatral, pura emoção. E o seu quadro inclina de maneira transgressora a ponto de
alterar a realidade, tal como a vemos.
Esta inclinação é hipnótica, conduzindo o espectador à um estado de espírito que
mescla o desequilíbrio e a harmonia, penetrando no fascínio pelo que é original,
atraente e dúbio.
Victor ou Vitória é o resultado de um olhar sutil, contemporâneo e contundente que
traz à tona a ambivalência sexual e estética que reside em cada ser humano.
Aguardem em breve,exposição das fotos, fiquem atentos em nossa página no facebook para voces não perderem...
E O INVERNO CHEGOU....
Apesar do verão ter demorado a passar....,agora ele parece que chegou prara ficar e está na hora de darmos uma espiada no nosso
guarda roupa, para começarmos a planejar os nossos looks de inverno. Pode parecer
cedo, ainda mais com o calorão que tinha feito ultimamente, porém quanto antes fizer
isso melhor, mas evita que façamos compras desnecessárias e para aqueles eventos,
que teimam em aparecer de última hora, aquela sensação de “não tenho nada para
vestir”, coisa que sabemos que não é verdade, principalmente se estivermos falando
do público feminino. E se você acha que não, assim que tiver a oportunidade, dê uma
olhada no guarda roupa e vai constatar que tem várias coisas das quais não lembrava,
outras que achou que já não tivesse e, pior, outras que nunca deveria ter adquirido.
Bom vale lembrar que peças com bom corte e tecidos nobres sempre valem apena
serem mantidos, se você manteve sua silhueta estável e respeitou seu biotipo na hora
de adquiri-la, significa que ainda deve lhe cair bem, até porque a moda costuma ser
cíclica, o que normalmente acontece são releituras de tendências que já estiveram em
alta. Como é o caso do minimalismo tão em alto nos anos 90 e que voltou com força
total, misturado a acessórios poderosos e tecidos ricos, os famosos “conjuntinhos”
estão de volta, só que ao invés de colocar cintos e bolsas do mesmo tom você deve
usar outros tons para dar alegria e leveza ao seu look. Por exemplo, o famoso terninho,
tão renegado até pouco tempo, ganha um ar mais moderno se utilizado com uma
blusa transparente, outro hit da estação. Outra peça que você pode apostar é a saia
lápis acima do joelho, que com uma sapatilha toma um ar delicado para as mais
românticas, ou com um scarpin colorido dá sensualidade e elegância na medida certa.
Outra aposta certeira é o estilo oriental, quimonos, golas Maos ( a famosa gola
chinesa), confeccionados em tecidos nobres, como a seda. Aliás, por falar em
tecido, os metalizados e o veludo, tipo alemão ou molhado, voltam com força total,
principalmente nos looks mais chics para noite.
Com relação à estamparia duas tendências muito fortes são inspiradas no movimento
art déco e as étnicas, neste caso, a navajo em específico.
Por último, mas não mesmo importante, as cores, tons terrosos dos mais claros aos
mais fechados ( atenção negras e morenas com tom de pele mais escuro devem tomar
cuidado, pois alguns tons podem deixa-las pálidas ) e para quebrar a monotonia e dar
luz ao nosso inverno, os vermelhos mais escuros, o amarelo e as cores metalizadas,
principalmente o cobre.
Bom, agora sua parte nisso tudo, respeite sempre o seu tipo físico ( tom de pele,
peso, altura, etc.) e antes de sair as compras de uma conferida no que já possui, as
vezes o que você não é mais uma peça e sim dar uma passada na nossa querida amiga
costureira para atualizar o que já tem. E já estará pronta para sair e arrasar!!!!
Abs,
GLEDES MARQUES
Atividade comemora o Dia Internacional e Nacional de Luta contra a Homofobia no Estado de São Paulo!
> No próximo dia 13 de maio de 2012, à partir das 17h acontecerá a Caminhada
> Contra a Homofobia. A concentração está prevista para ocorrer na Avenida
> Paulista, esquina com a Rua Augusta, marco da população LGBT paulistana.
> O evento está sendo organizado pela Coordenação Estadual de Políticas para
> a Diversidade Sexual da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania,
> Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias - ACGE da Secretaria de Estado
> de Estado da Cultura, Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e
> Conselho Municipal de Atenção a Diversidade Sexual da Secretaria de
> Participação e Parceria do Município de São Paulo e conta com a
> participação e apoio da população LGBT paulistana e paulista.
> A caminhada sairá da Avenida Paulista, descerá pela Rua Augusta e
> finalizará no Largo do Arouche às 21 horas.
> A comemoração do dia 17 de maio foi instituída em 1990, quando a
> Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou oficialmente a homossexualidade
> do rol de doenças, e passou a afirmar que "a homossexualidade é um estado
> mental tão saudável quanto a heterossexualidade". A data ficou marcada
> como o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, em que se comemoram
> as conquistas e se reforçam as lutas da população LGBT.
> Além da capital, vários cidades do Estado de São Paulo manifestaram
> intenção de realizar atividades para visibilizar a data e organizaram
> Caminhadas em seus municípios.
> Araraquara, Avaré, Bauru, Botucatu, Piracicaba, Santos e Sertãozinho, são
> alguns dos municípios que marcarão o Dia Internacional de Luta contra
> Homofobia tendo, entre suas ações, uma Caminhada para lembrar as vítimas
> de discriminação e preconceito homofóbicos!
> Caminhada Contra a Homofobia
> Dia 13 de Maio das 17h às 21h
> Concentração: Avenida Paulista esquina com Rua Augusta - 17h
> Chegada: Largo do Arouche - Centro - S.P.
A diversidade faz toda diferença.
Loft criado pelo arquiteto Fernando Consoni para a Campinas Decor 2012, alia bom
gosto, novas tendências e um basta ao preconceito.
Diversidade: s.f. Diferença, dessemelhança, variedade: diversidade de objetos.
Divergência, oposição, contradição: diversidade de opiniões.
Um ambiente livre de preconceitos, que acolhe o adjetivo “diferente” sem cair
nos clichês. Um espaço que reflete a personalidade de quem o habita, sem receio de
refletir seu gênero ou opção sexual. No “Loft Diversidade”, a arquitetura e a arte se
encontram nas suas mais livres expressões.
Projetado para remeter aos antigos conceitos de loft, onde toda a estrutura é
crua e o mobiliário e as peças de decoração são amplamente valorizadas. O
personagem escolhido é um jovem profissional, bem sucedido e bem resolvido, que
em seus raros momentos de descanso, desfruta de um ambiente amplo e de fácil
manutenção. Apaixonado por arte, coleciona objetos, telas e quadros de vários estilos,
de grandes artistas brasileiros que pontuam os espaços e trazem sua identidade à
residência. “Pensar um ambiente versátil, que atenda à pluralidade, sem títulos ou
rótulos, foi o mote para o projeto”, destaca o arquiteto.

Com aproximadamente 90m², o ambiente dispensa barreiras físicas. A solução
espacial é a grande chave do projeto. Na fachada, um grande grafite em forma de toy
art, criado pelo artista plástico Luis Roberto de Castro Rios, dá as boas vindas ao
visitante. O brutalismo da forma, é ponto marcante que evidencia o processo
construtivo da edificação e se contrapõe aos itens divertidos e despojados da
decoração, como as almofadas em forma de cuecas, criação do arquiteto, e a
cabeceira revestida em pelúcia que “abraça” toda a cama e cria um clima de
aconchego na hora de dormir.

O branco prevalece. As cores são pontuadas em alguns elementos, como na
bancada da cozinha, em silestone magenta, e nos abajoures, presentes nas mesinhas
laterais da cama, dourados. Sobre o sofá, almofadas com a inscrição “God save the
drag Queen” fazem uma sutil alusão ao tema escolhido. Uma grande janela se abre
para o jardim e repousa sobre um banco que faz as vezes de assento para a mesa de
jantar em madeira maciça, integrada à cozinha, renovando o conceito modernista de
arquitetura. Sobre ela, um grande pendente, garante a iluminação necessária para as
horas de refeição. Toda a iluminação é direta, de forma a valorizar o mobiliário e as
obras de arte.
O closet protagoniza a única barreira visual e esconde a sala de banho e o
sanitário, ambos revestidos em mármore branco piguês e granito preto absoluto. Os
lavatórios foram concebidos sobre duas torres em mármore branco translúcido,
iluminados.
“Um ambiente onde a experiência dá o tom. Todos os itens foram pensados
como atrativos, seja ao toque, seja ao olhar. Um convite sensorial que se funde ao
projeto de arquitetura”, conclui o arquiteto Fernando.
Data: até 17 de junho
Local: Fazenda Santa Margarida
Endereço: Estrada Velha de Joaquim Egídio, km1 - Rodovia Dom Pedro I, Km 122,
saída 122
Horários de visitação: de terça a sexta-feira, das 14h às 22h; sábados, domingos e
feriados, das 12h30 às 22h. A bilheteria fecha sempre às 20h30.
Valor dos ingressos: R$ 30,00; estudantes e idosos pagam R$ 15,00.
Telefone para informações: (19) 3255-7744
Material traz informações completas de todos os equipamentos públicos culturais acessíveis na capital paulista.
Guia elegeu os 186 locais que melhor recebem pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Foi lançado nesta segunda-feira (7/5/12),ontem, o primeiro guia de cultura e entretenimento
da cidade de São Paulo voltado à diversidade humana. Trata-se do Guia Online
de Acessibilidade Cultural, elaborado pelo Instituto Mara Gabrilli (IMG) em parceria
com a Secretaria de Estado de Cultura, com patrocínio da Sabesp. Ele traz 186
estabelecimentos, entre teatros, museus, cinemas, centros culturais, casas de
espetáculos e bibliotecas, que podem receber qualquer perfil de público – pessoas
com problemas de locomoção, pessoas mais baixas, crianças e todos aqueles
que apresentam uma estrutura física diferente da média, como os 1,5 milhão de
pessoas com deficiência que vivem na cidade de São Paulo. Ele já está disponível na
internet, no endereço http://acessibilidadecultural.com.br, que atende a requisitos de
acessibilidade, onde também se pode fazer pesquisa filtrada por tipo de equipamento,
região da cidade ou palavra-chave.
“O guia não é só voltado às pessoas com deficiência, já que pode ser muito útil
também para idosos, grávidas, pessoas engessadas, mulheres com carrinho de
bebê etc. São Paulo é sinônimo de modernidade, de atualidade, de transformação
a cada segundo. Por isso lançamos este guia online para que seja consultado e
construído constantemente por todos os paulistanos. Este formato permite também
a integração entre os equipamentos e o público, intermediado pelo instituto”, afirma
Mara Gabrilli, fundadora do IMG. “A cultura é uma ferramenta fundamental para nosso
desenvolvimento, com potencial para trazer transformações que levamos para toda a
vida. Permitir que todos tenham acesso a isso, sem distinções, é uma obrigação do
poder público”, diz Andrea Matarazzo, que esteve à frente da Secretaria de Estado da
Cultura durante a elaboração do guia.
O atual secretário, Marcelo Araujo, destaca que vários dos equipamentos mantidos
pelo Estado constam no Guia e se destacam pelo cuidado com a acessibilidade. “A
Pinacoteca, a Biblioteca de São Paulo e o Museu do Futebol, por exemplo, mantêm
estrutura física acessível e investem, principalmente, na criação e desenvolvimento
de projetos e programas educativos com recursos pedagógicos que visam criar vários
níveis de acessibilidade”, afirma. A exposição “Sentir pra ver”, atualmente em cartaz
na Pinacoteca, apresenta recursos multissensoriais como reproduções em relevo,
maquetes, extratos sonoros e textos também em Braille, para garantir a percepção das
obras expostas aos vários perfis de público.
Durante três meses, três equipes especializadas em acessibilidade foram a 315
equipamentos avaliar quão amigáveis estes são para pessoas com deficiência ou
alguma outra dificuldade. “Dos 315 equipamentos avaliados, 186 foram selecionados
e integram o guia”, diz Ariana Chediak, gestora do IMG. São 61 bibliotecas; 3 casas
de espetáculos; 37 centros culturais; 11 cinemas de rua; 44 museus e 30 teatros.
Entre estes estabelecimentos, 55 são localizados no Centro, 31 na zona Leste, 9
na zona Norte, 52 na Sul e 39 na Oeste. O site também terá espaço para interação
dos usuários, que poderão fazer comentários, sugestões e críticas. “Também será
papel do Instituto Mara Gabrilli, como forma de continuidade ao trabalho, informar os
equipamentos que precisarem de ajustes ou mudanças sugeridos pelos internautas,
com o objetivo de tornar a cidade de São Paulo, no geral, um lugar que receba cada
vez melhor as pessoas com deficiência. O guia é inovador por permitir esta construção
permanente e colaborativa”, completa Ariana.
Todos os locais trazem uma breve descrição, dados de endereço, telefone, e-mail,
site, dias e horários de funcionamento e um item chamado “informações gerais
de acessibilidade” com dados sobre estacionamento e visitação inclusiva guiada.
Também há, para cada estabelecimento, dados específicos por tipo de deficiência,
indicados com ícones que remetem à surdez, deficiência física, visual e intelectual.
A análise ponderou aspectos arquitetônicos, de conteúdo, de informação, as
tecnologias e a disponibilização de profissionais capacitados para algumas funções
primordiais como intérpretes de libras, guia-intérpretes para surdocegos e mediação
para pessoas com deficiência intelectual. As nuances são muitas e as avaliações
foram feitas se pautando, principalmente, nas determinações de acessibilidade
previstas na legislação brasileira.
Para cegos, por exemplo, o local precisa ter explicações que sejam compreendidas
por meio do tato e da audição do visitante, como placas em Braille e audiodescrição.
Já os surdos, irão contemplar um programa cultural através de sua visão,
demandando a necessidade de intérpretes em Libras, a Língua Brasileira de Sinais,
que estejam aptos a recebê-los e passá-los informações.
Os visitantes com deficiência intelectual devem ser respeitados em relação às suas
diferenças cognitivas.
Cadeirantes, anões, assim como idosos, necessitam concretamente de uma
arquitetura amigável que, antes de barrar suas entradas, torne o passeio agradável.
Assim, as rampas são preferíveis aos degraus, as maçanetas devem ser leves e de
alavanca, elevadores devem ter portas automáticas, botões, corrimões e balcões
devem ter mais baixos.
Patrocínio - Nos últimos anos, a Sabesp vem estreitando sua relação com a cultura,
por meio de patrocínios a eventos e criação de novos espaços e programas culturais.
Desde 2004, a Companhia participa do Programa de Fomento ao Cinema, por meio
do qual já patrocinou 127 filmes, totalizando investimentos de R$ 48 milhões no setor.
Hoje a Sabesp é a empresa paulista que mais investe em cinema, terceira maior
patrocinadora do Brasil e pioneira em exigir que as produções disponibilizem uma
cópia com recursos que permitam aos deficientes auditivos e visuais apreciar o filme.
Essa preocupação da Sabesp em proporcionar o acesso cultural a todos também está
refletida no Cine Sabesp. Inaugurado em 16 de junho de 2010, o local se tornou um
espaço para a promoção da cultura, educação e preservação do meio ambiente, além
de formação de plateia para as salas de cinema de rua, uma opção de lazer quase
extinta.
Interação - Os próximos passos do Guia Online de Acessibilidade serão a participação
de internautas e equipamentos para inclusão de novas informações. Assim, a partir
de setembro próximo, usuários poderão avaliar a acessibilidade do equipamento
respondendo a um formulário online. Nesta fase também serão lançadas as versões
mobile e para tablets.
No primeiro semestre de 2013, equipamentos de todo o Estado de São Paulo
interessados em constar do guia poderão solicitar sua inclusão. Já para 2014, o site se
tornará nacional e poderá receber solicitação de quaisquer equipamentos brasileiros.
Estatísticas - No Brasil, segundo o Censo 2010 (IBGE), 46,5 milhões de brasileiros
têm algum tipo de deficiência e, no Estado de São Paulo, são mais de 9,3 milhões.Os
números praticamente dobraram em relação ao Censo 2000, que computara 24
milhões e 4 milhões, respectivamente. Os números do último Censo relativos aos
municípios ainda não foram divulgados, de modo que, para a cidade de São Paulo,
são consideradas ainda as estatísticas aferidas pelo Censo 2000: 1,5 milhão de
moradores com deficiência, além de outro 1,5 milhão com mobilidade reduzida.
É um universo de pessoas que podem ter nascido com alguma deficiência ou a
adquirido ao longo da vida. E quando se fala de ações que melhorem a qualidade
de vida dessas pessoas, também são incluídos os que têm mobilidade reduzida, ou
seja, idosos, gestantes, obesos, mulheres com carrinhos de bebê. Por isso, para Mara
Gabrilli, “ao facilitar acessos para a inclusão das pessoas com deficiência, estaremos
ampliando o escopo dessas ações para um grupo ainda maior de pessoas”.
Atualmente, está sendo feito pela Prefeitura de São Paulo o primeiro levantamento
exclusivo sobre habitantes da capital com deficiência. Lei de autoria da então
vereadora Mara Gabrilli, que entrou em vigor em 2010, o Censo-Inclusão está
atualmente na fase de envio de formulários à casa de todos os paulistanos, 2,4
milhões de moradias segundo banco de dados do IPTU. Estes, que também são
encontrados no site www.censoinclusao.sp.gov.br, deverão ser preenchidos e
enviados até maio deste ano à prefeitura de São Paulo, que prevê divulgação de
números preliminares em dezembro deste ano.
Sobre o IMG - O Instituto Mara Gabrilli é uma organização sem fins lucrativos que
desenvolve e executa projetos para melhorar a qualidade de vida de pessoas
com deficiência. Fundado em 1997, atua no apoio a pesquisas cientificas para
cura de paralisias, apoio a atletas do esporte paraolímpico e na orientação para
desenvolvimento social de pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade
social. Além disso, o IMG colabora com o apoio a diversos eventos e projetos de
inclusão com o intuito de gerar um impacto na sociedade, tornando-a mais justa e
acessível para todos.