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Amor... Talvez esse seja a essência para a vida dos seres humanos. O que os mantêm vivos para lidar com o cotidiano, com o trabalho, para conviver com as pessoas ao seu redor.

Muito já foi dito sobre o amor, muitos livros foram escritos, tema de músicas e tema de filmes. E provavelmente o amor seja o sentimento que o ser humano tenha mais medo de entrar em contato.

Por que será?

Mágoas, traições, fantasias, desilusões, baixa auto estima acabam dificultando o início de um futuro relacionamento. Desgastados por relacionamentos frustrados alguns indivíduos se fecham criando resistência e não se permitem uma nova chance, muitas vezes perdendo a oportunidade de serem felizes.

Em outras situações, mesmo fragilizadas e não preparadas pra envolver-se com outra pessoa, acabam envolvendo-se em relacionamentos inadequados - por insegurança ou medo da solidão, acabam se precipitando e caem em verdadeiras armadilhas com pessoas que podem vir a trazer mais frustrações.

É preciso atentar-se para o Verbal x Atitude, ou seja, as atitudes não condizem com o verbal. Um indivíduo pode dizer que ama loucamente, mas sua atitude é completamente diferente, não há carinho, apenas ciúmes, controle e manipulação da situação. Dizer “Eu te amo” também precisa ser interpretado, qual a sua intensidade, o quanto o outro está sendo realmente verdadeiro.

Mágoas, traições, fantasias, desilusões, baixa auto estima acabam dificultando para o início de um futuro relacionamento. Desgastados por relacionamento frustrados alguns indivíduos se fecham criando resistência e não se permitem uma nova chance, muitas vezes perdem a chance de serem felizes.

O amor faz mal?

Não, mas é preciso manter atenção para o que o Universo está mostrando, pois alguns indivíduos se boicotam. Não é o amor ou o outro que faz mal, e sim a pessoa que permite que o outro lhe faça mal. Acreditam na onipotência que podem mudar o outro, seu modo de agir ou pensar. Porém, alguns indivíduos não querem mudar. Mas o pior é quando o indivíduo esquece de si e de sua vida, aposta em uma relação dependente. Projetam seu amor no outro, sentimento que pode não existir no parceiro (a).

O amor é egoísta?

NÃO!!! O amor não é egoísta, no verdadeiro amor existe o respeito, lealdade, fidelidade. O amor não é ausente, não aprisiona e não exige compreensão apenas de um lado e sim de ambas as partes, existe o “nós”, o “casal”. Quem ama coloca-se no lugar do outro, cuida, zela, liberta.

Autoconhecimento e autoestima são grandes aliados para que o indivíduo ame com prudência. Amem e sejam amados, isso é tudo que o ser humano, o mundo precisa, Amor...

O amor ainda é e sempre será um sentimento nobre e fica melhor ainda quando correspondido com a pessoa amada...

Ouça e reflita: "A Maçã" - Raul Seixas

02 Sep

Doe Palavras

Publicado em Matérias

Se as vezes um simples olhar vale mais que mil palavras, muitas outras vezes uma simple palavra pode valer muito mais do milhões de reais.

Não é preciso ter dinheiro. Nada mais do que 2 minutos do seu tempo são necessários para ajudar aqueles que precisam.

E foi pensando nisso que a RC Comunicação e a 3 Bits, em parceria com a Sone Distribuidora e a JChebly, desenvolveram o projeto Doe Palavras, um movimento para levar mensagens de força aos pecientes com câncer do Instituto Mário Penna, em Belo Horizonte, e também de outros hospitais.

Muitas vezes o que os pacientes mais precisam é escutar as palavras certas: mensagens positivas de amor, esperança e força têm o poder de transformar a maneira como eles enfrentam o câncer.



O objetivo do projeto é usar a inteligência coletiva para gerar um grande fluxo de mensagens do bem e levar toda essa força para os pacientes em tratamento contra o câncer.

O processo é simples e pode trazer muito mais resultados do que se imagina. Você manda sua mensagem através do site www.doepalavras.com.br ou pelo twitter usando a hastag #doepalavras e, após passar por um filtro, ela é exibida em TVs dentro do Hospital Mário Penna, Hospital Luxemburgo e Casa de Apoio Beatriz Ferras, em locais onde os pacientes mais precisam de força, como por exemplo as salas de quimioterapia.

Além dos hospitais citados acima, agora, todo hospital, clinica ou instituição que tiver um computador com acesso à internet e TV ou monitor, poderá, de maneira simples e descomplicada, exibir as mensagens a seus pacientes (http://www.doepalavras.com.br/hospitais/).

As mensagens compiladas nesse projeto serão tranformadas em um livro que será doado para diversos hospitais.

Fazer o bem é muita mais fácil e rápido do que você pode imaginar. Acesse www.doepalavras.com.br e doe sua força para aqueles que tanto precisam.

09 Aug

O Amor é Racional

Publicado em Matérias

Como todos os mortais, já surfei nas ondas do amor e da paixão. Já peguei agradáveis marolas e emocionantes tubos, mas já quebrei a cara em recifes traiçoeiros. A paixão sempre me pareceu ser uma onda ótima, mas descobri que ela, em geral, tem um paredão por baixo que agente não vê.

Já me apaixonei pela pessoa errada, sim. Porque ela era a pessoa errada? Bem, porque seus valores eram outros e porque seu estilo de vida não combinava com o meu, pelo menos não naquela fase da minha vida. A cobrança era muito grande, bem maior que a minha capacidade de atender. Esse desequilíbrio deu origem a uns tombos que machucaram a alma. Só que a paixão era grande e levei tempo para compreender a realidade. O sistema límbico estava comandando tudo dentro de mim. O córtex, coitado, estava cochilando, amortecido pelo poder narcótico da paixão. Só quando ele acordou e tomou conta da prancha é que evitei os recifes pontiagudos da decepção amorosa. A relação terminou, e foi sofrido terminar. Mas hoje, de cabeça fria, fica claro que foi a melhor solução existente. Esse é apenas um exemplo de como o sentimento, quando não é auxiliado pela razão, pode provocar mais sofrimento que felicidade.

Mas eu prefiro mesmo é falar da situação oposta, quando a razão e a emoção estão em sintonia. Aliás, lembro-me de ter ouvido um amigo: “A felicidade acontece quando a razão e a emoção se encontram na realização de uma atividade prazerosa”. Quando a razão e a emoção se encontram na mais agradável de todas as atividades, ou seja, no amor, surge a glória.

Entretanto, o amor é um sentimento maravilhoso, mas frágil. Um poeta certa vez a comparou com uma bolha de sabão. Pense: uma bolha de sabão é uma coisinha brilhante, belíssima, com cores que se alternam. Flutua no ar e se eleva como se buscasse o infinito. Até que estoura...

E por que estoura a bolha de sabão? Porque é sensível demais, frágil demais. Muito mais leve que a realidade cotidiana, pesada e cheia de farpas cortantes. O amor é assim, e se não for conservado ao abrigo das farpas cortantes acaba por estourar mesmo.

Por isso eu gosto do substantivo feminino “intenção”, que significa a proposta de um ato, de um movimento deliberado – portanto, racional – em direção de um objetivo pré-definido. A vida de uma pessoa é cheia de intenções, ás vezes boas, ás vezes más. E é quando a intenção vira ação que as coisas acontecem, as transformações se processam, e o mundo segue seu curso evolutivo, que é resultado da subtração das más intenções. Felizmente, no geral, as boas intenções predominam, mas precisamos observá-las no particular, em sua vida ou na minha. Vidas corriqueiras de pessoas que só querem ser felizes. “Em minha vida”, talvez você diga, “não há más intenções”. É provável que não, mas coloque as coisas numa outra perspectiva: a falta de boas intenções tem o mesmo poder destrutivo que a existência de más intenções.

Uma relação a dois é feita de amor, de intenção e de ação. O amor sozinho é uma bolha de sabão. A intenção sozinha é inócua. A ação sozinha pode ser destrutiva. O encontro dos três é o caldo de cultura do sucesso da relação.

Conheço pessoas que se acomodaram na conquista. “Afinal, estamos juntos porque o amor nos uniu”, diz o incauto, “E ele nos manterá unidos”, completa a imprudente. Não, o amor não sustenta, quem sustenta é a felicidade que vem dele, das ações que ele provoca e das coisas práticas da vida. Lembro que ouvi um típico macho brasileiro afirmar que a “mulher” não se importaria que ele chegasse tarde em casa, pois ela estaria ocupada tomando conta das crianças. Ao lhe perguntar quando ele tinha lhe mandado flores pela última vez, ele me olhou como se eu tivesse feito uma pergunta sobre física quântica. “E o último presente?” Bem, essa foi mais fácil. “No Natal”, disse, rindo.

A rotina que mata o amor é a rotina do que não se faz: da declaração de amor que deixou de ser feita, do elogio economizado, das roupas simples do dia a dia, do sorriso sonegado ao acordar, da palavra de carinho roubada à despedida, da comemoração não feita em qualquer conquista, do boa noite seco, sem um beijo, antes de dormir.

Qual é a intenção dessas pessoas que não colocam seu companheiro como algo importante em suas vidas? Que fruto espera colher, um homem, de uma árvore ressequida pela indiferença? Por que continua, uma mulher, ao lado de um homem a quem não dedica sequer suas melhores palavras?

O amor não se sustenta sem a intenção de amar e sem a ação pequena, mas constante, de alegrar o outro com a sua presença. O amor é uma grandeza que não se sustenta com o tempo. Ou aumenta ou diminui.

Qual é, afinal, a sua intenção?

25 Jul

Caça e Caçador

Publicado em Matérias

Olá Pessoas,
Tudo bem?

Esse final de semana decidi buscar na noite a inspiração para escrever e saí pra baladear com olhos mais atentos, mais observadores, mas abertos. Infelizmente tudo o que pude observar não se revelou nenhuma surpresa para mim. E muito provavelmente para nenhum de vocês também.

Existem dois tipos básicos que povoam os bares e casas noturnas de São Paulo: os que caçam e os que querem ser caçados. (E que fique bem claro que estou aqui generalizando a situação).

Os que preferem ser caçados, em sua maioria, são aquelas pessoas que acreditam no encanto, nos contos de fadas, em amor à primeira vista. São românticos incuráveis que não se cansam de buscar a sua alma gêmea e acreditam de fato que ela vai estar perdida no meio da balada, à espera de seus olhos se cruzarem e enfim o amor nascer.

As caças se arrumam, se produzem, se perfumam e muitas vezes acabam se transformando em pessoas completamente diferentes do que realmente são afim de seduzir e encantar seus caçadores. São os seres que fazem poses, cara e bocas, fazem tipo e jogos de olhares.

Já os caçadores se dividem em tantos tipos que se torna até difícil identifica-los. Pode-se dizer que são seres mutantes, camaleões que se adaptam a uma série de situações necessárias para o abatimento de suas presas. Se julgam seres sem sentimentos, em busca de um pouco de diversão e prazer. Sabem o que vestir, o que dizer, quando e onde tocar, conhecem como ninguém o jogo da sedução e sabem como usar e abusar dessa sabedoria.

Existem os caçadores sem objetivo, que saem em busca de qualquer presa que caia em sua mira; os caçadores bêbados, que não conseguem nem enxergar a sua mira e atiram para tudo quanto é lado; os caçadores fieis, que se dedicam a uma única espécie (loiras, morenas, ruivas, etc); os caçadores de desafios, que buscam os "exemplares" mais raros e mais difíceis de serem conquistados; os caçadores de recompensas, que cobiçam fortuna e vida boa.

Porém, em meio a tantos tipos, acredito eu que, independente de nos sentirmos caças ou caçadores, todos nós estamos em busca de alguém para conquistarmos e que nos conquiste, alguém que esteja ao nosso lado para compartilhar, conquistar, batalhar e crescer junto, alguém para construir uma vida e constituir uma família, alguém para ser e para fazer feliz.

Ninguém vive sozinho. Sinceramente, não conheço ninguém que tenha sonhado com a solidão. Mesmo que muitas vezes isso não aconteça ou que, em alguns casos, aconteça muitas e muitas vezes, todo mundo procura alguém que algum dia dirá "Sim, eu aceito", alguém para viver a experiência de um casamento; alguém para driblar as dificuldades e descobrir que a rotina não precisa ser monótona, como nos ensinará o querido Beto Capelupo.

E por mais que ainda existam culturas onde o casamento não passa de uma instituição social que visa mater os interesses e poderes de determinadas famílias, no "Brasil, berço do mundo", o amor ainda é o principal motivo que leva as pessoas a se casarem, independente de sua raça, crença ou posição social; ainda é o amor que permite a mistura de tantas raças e a disseminação cultural, apesar de todo o preconceito que ainda existe no mundo, como nos diz Alexandre Bronze.

Porque o ser humano vai muito mais além de tudo aquilo que os olhos podem ver, o ser humano é composto de carne, osso, pele, pelos, cheiros, crenças, sentimentos, sonhos, desejos. Precisamos aprender a utilizar todos os nossos sentidos para entendermos, compreendermos e, de fato, conhecermos aquele ser com quem pretendemos passar o resto de nosso dias.  E para começarmos a exercitar os nossos sentidos Sheila Falcão dá a dica certa para ficarmos "de olhos bem fechados".

Enfim, se você faz parte daqueles que acreditam no amor, independente de se colocar como caça ou caçador, se jogue, se permita, mergulhe de cabeça em todas as chances que tiver para viver um grande amor, mesmo que lá na frente você descubra que tudo não passou de uma ilusão. Se você deixar de acreditar e não se arriscar, viverá com a eterna dúvida de um dia, talvez, ter deixado sua alma gêmea passar pela sua frente sem ter feito nada.


Beijãozão,
Leandro Zuchetto.

19 Jul

Amor x Paixão

Publicado em Matérias

“Somos responsáveis pelo o que fazemos e recebemos. Mas não somos responsáveis pelo que sentimos” (Wilhelm Reich).

Paixão é um sentimento muito forte.

Fogo que consome, devora, arrebata, faz suar frio, perder o controle da situação, é sedução. A paixão é cheia de sensações corporais e psicológico.

Mas pode ser também um impulso destruidor. Pode terminar da mesma maneira que começou, com grande intensidade.

Ah o amor...

É o mais nobre de todos os sentimentos.

Como defini-lo?

Essência... Afeto... Doação... Companheirismo... Respeito... Cumplicidade... Amizade... Desejo...

Mas não podemos desprezar a paixão, ela faz muito bem, pois é o pano de frente para o amor ser construído. A paixão vai e o amor se desenvolve.

Seja amor ou paixão, o essencial é que seja vivida profundamente e com muito respeito. Para que se consolide um relacionamento saudável e porque não dizer duradouro.

Amar é alcançar a maturidade para saber compartilhar uma vida com a pessoa amada.

A paixão é instinto e o amor é construção...

“Onde o amor impera, não há desejo de poder, onde o poder predomina, há falta de amor. Um é à sombra do outro” (Carl Gustav Jung).

O homem contemporâneo vem aprimorando-se em diversos campos, seja na tecnologia, ciências, medicina. É evidente a capacidade que o homem tem de evoluir. Mas, na atualidade, em um mundo dominado pela internet, consumismo, materialismo, modernidade, individualismo. O homem evolui em suas relações afetivas?

O que vemos?

No que são baseadas as relações hoje?

Em muitos casos tudo inicia-se pelo desejo do corpo, baseado em um padrão ideal e não real, interesses selados com contratos. Relacionamento é doação ou jogo de interesse?

Muitas vezes, desejam apenas relações superficiais por não entenderem que a relação é doação. O amor é universal, único, seja numa relação heterossexual ou homossexual.

É preciso ir ao encontro do outro para unir, desprender-se de expectativas, frustrações e fracassos. É preciso que haja comprometimento e respeito entre os indivíduos.

Mas o homem sabe amar?

Sim! Essa é uma capacidade arquetípica* (core).

O homem não precisa ter medo do amor, faz parte da natureza humana. Os fantasmas somos nós que criamos por conta de dificuldades pessoais, desenvolvendo grandes obstáculos para a felicidade.

Permita-se, simplesmente...

*Arquétipos ou imagem primordial – representação, no inconsciente, de uma experiência arcaica da raça humana.

06 Jul

Olho no Olho

Publicado em Matérias

Ao abrir a porta
Olha nos olhos dele
E percebe que ela já não sentia mais amor

Jantaram juntos
A comida parecia ter perdido o sabor
Aflita, olhava para o relógio
Quase que contava os segundos
Sentiu-se sufocada
Diante dela, ele ficou invisível

Pegou seu carro
Sem nem notar o trajeto
Chegou em casa
Da chave da porta voou para seu baú de lembranças
Reviu fotos de ex-namorados
As imagens que outrora eram de felicidade
Derreteram em suas mãos
Se converteram em material para anos de terapia

Quis entender onde errou
Onde erram
Forçou a memória e caiu no sono
Cercada por cartas, imagens, cartões e nostalgia

Acordou dormindo
Engoliu o café amargo e com sabor de solidão
Seus olhos marejaram ao perceber
Que todas suas amigas estava casadas
Ou ao menos já eram mães

Abriu bruscamente seu notebook
Num clic viu seus ex-namorados
Postando fotos de mulheres
Que sabem amá-los hoje
De uma maneira que ela não soube ontem

Quis ficar invisível
Mas em qualquer lugar que se escondesse
Seus pensamentos seguravam forte em sua mão
Sentiu que o peso da idade
Havia lhe deixado mais exigente e mais crítica
A obsessão pela perfeição lhe roubou o sorriso
A felicidade e espontaneidade da juventude
Envelheceu

Quando percebeu que tomada pelo medo
Ela sabotara seus relacionamentos sem notar
Entendeu o mecanismo de seus términos
Compreendeu que do sofrimento
Surgia outro alguém que lhe dava todo cuidado
E proteção que precisava

Antes mesmo de sentir culpa
A campainha toca
Ao abrir a porta
Olha nos olhos dele
E percebe que ele ainda sente mais amor

08 Jan

Feliz Amor Novo

Publicado em Matérias

Para mim, sinceramente, é apenas mais uma data para recarregarmos um pouco mais as baterias e seguirmos em frente na mesma vida, na mesma estrada... Pois a vida continua e se não mudarmos nossas atitudes nada mudará apenas por iniciarmos um novo ano...