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Poltica americana,governo brasileiro e gays na força armada. | Imprimir |
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Escrito por Vanessa   
Seg, 08 de Fevereiro de 2010 13:44
alt   A política oficial don't ask, don't tell foi aprovada pelo Congresso em 1993 e prevê que a participação em atos homossexuais - mesmo que a pessoa envolvida não conte a ninguém - é suficiente para a dispensa das Forças Armadas.

Na época, a política foi o meio termo encontrado pelo então presidente Bill Clinton, que queria acabar com a proibição a gays no exército, e o Congresso e a cúpula militar, que temiam que o fim da proibição seria prejudicial.

Durante sua campanha eleitoral, o presidente Barack Obama prometeu acabar com esta proibição nas Forças Armadas. Fehrenbach teve a chance de encontrá-lo e pedir sua ajuda.

"Disse a ele que precisava de sua ajuda. Ele me olhou nos olhos e respondeu: 'Vamos resolver essa questão'."

Em seu discurso sobre o Estado da União, na semana passada, Obama voltou a tocar no assunto. "Neste ano, vou trabalhar com o Congresso e nossos militares para finalmente repelir a lei que nega aos gays americanos o direito de servir ao país que eles amam por serem quem são. É a coisa certa a ser feita", disse ele.

Nesta semana, diante do comitê do Senado que analisa a questão, o comandante das forças armadas Almirante Mike Mullen disse que permitir aos gays servirem ao exército é "a coisa certa a se fazer".

Segundo ele, haverá algumas dificuldades práticas, mas o exército pode se adaptar.

Depois de receber a notificação de que seria dispensado e depois da promessa de Obama de pôr fim à proibição, Fehrenbach se sentiu seguro o suficiente para procurar a imprensa e contar sua história.

O processo ainda não foi concluído e ele continua servindo seu esquadrão, fazendo o mesmo trabalho, como um homem abertamente gay, "sem nenhum impacto na boa ordem, disciplina ou moral", diz ele.

alt    O debate sobre a presença de gays nas Forças Armadas também está esquentando no Brasil.

Nesta semana, o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho disse que não considera a homossexualidade compatível com o trabalho nas Forças Armadas.

Cerqueira Filho é indicado para ocupar uma vaga no Superior Tribunal Militar, e suas declarações geraram críticas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a questão sobre a presença de gays nas Forças Armadas está sendo debatida pelo governo brasileiro

fonte:estadão.com.br