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Fidelidade... Realidade ou Ilusão de uma sociedade hipócrita? | Imprimir |
( 2 Votos )
Escrito por Leandro Zuchetto   
Qua, 18 de Novembro de 2009 14:24

Sinceramente? Estou cansado desse papo todo das pessoas que batem no peito com todo o orgulho possível dizendo "EU SOU FIEL!". 

Desculpem, mas FIDELIDADE é uma das muitas coisas que eu não acredito na vida.

Se partirmos do pressuposto de que todo o ser humano tem o direito de ir e vir, que ninguém é de ninguém, que todos nós nascemos e morreremos sozinhos, fidelidade se torna algo subjetivo de mais para a minha humilde cabecinha.

Não que eu seja adepto da putaria, dos relacionamentos ditos abertos, de orgias e a vida em plena esbórnia. Mas, para mim, não existe no mundo alguém 100% fiel.

Acredito sim que existe amor, respeito, uma certa lealdade. Porém o conceito de fidelidade, ao meu ver, está muito mais ligado àquilo que é acertado, combinado, do que a um certo contrato de exclusividade ilusório que as pessoas criam quando começam a se envolver emocionalmente com alguém.

Se levarmos ao pé da letra o conceito geral de fidelidade, só o fato de pensar em uma outra pessoa com um mínimo calorzinho a mais já pode ser considerado traição.

Vamos colocar uma situação. Você namora há 02 anos e numa festa do pessoal da faculdade você bebe um pouco a mais e acaba se atracando com alguém (pela milésima vez sua namorada não quis ir com você à festa). Você está com a outra mas sua namorada não sai do pensamento. Existe traição nesse caso? Quem está traindo e quem está sendo traído?

Continuando a histórinha a cima, você volta para casa e descobre que sua namorada não quis ir à festa com você porque saiu para jantar com uma ex namorada. Sua consciência vai pesar mais ou menos por conta do que você fez? Você realmente acredita que a sua "fidelidade" tem que estar diretamente ligada à "fidelidade" da outra parte?

Tudo isso é complexo demais para ser colocado num simples conceito. FEDELIDADE...

Como eu digo sempre, não acredito na fidelidade dos atos e sim na fidelidade dos sentimentos. O fato de, de repente, ficar com uma outra pessoa não implica que eu ame mais ou menos a pessoas que esteja comigo. E isso também não significa que eu procure motivos e situações para sair "traindo" meus namorados por aí.

Mas, as vezes, as coisas fogem do controle e acontecem sem que a gente perceba. E honestamente, sou adepto da opinião de que numa traição (se é que de fato isso existe) ambas as partes são culpadas: TRAÍDO e TRAIDOR.

E sendo mais honesto ainda, acredito que é muito menos complicado perdoar uma "traição" do que uma mentira. Porque muitas vezes a "traição" nada mais é do que um sinal de que existe algo falho numa relação, um sinal de carência, muitas vezes até um pedido de socorro. Agora uma mentira, essa não é sinal de nada além da falta de caráter e de real comprometimento com o outro e consigo mesmo.

Até mesmo porque na maioria das vezes só o mentiroso é quem acredita na própria mentira.

Portanto, caras amigas, aprendam que a sinceridade, a honestidade, a cumplicidade, o respeito e o real comprometimento valem muito mais numa realação do que a tal FIDELIDADE pura e simplesmente.

 

Beijãozão,

Leandro Zuchetto.

 

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